17/11/2019 01:59
BRASIL FECHOU ACORDO PARA EXPORTAR MELÃO PARA A CHINA

Um acordo bilateral entre Brasil e China acaba por viabilizar a nossa exportação de melão para o país asiático, onde o mesmo também conquistou permissão de comercializar pera para o nosso país. Os protocolos sanitários foram firmados em reunião ocorrida entre o Presidente Jair Bolsonaro e Xi Jinping, promovida dentro da XI Cúpula do Brics, iniciada nesta quarta-feira (13) em Brasília.

O acordo para a exportação do melão, se torna um marco simbólico ao passo que vem a ser o primeiro movimento com a China para a exportação de frutas. A base do protocolo poderá impulsionar a fruticultura brasileira, com ênfase para a região Nordeste, a qual tem suas vendas externas hoje direcionadas para a Europa.

No mesmo evento foi firmado um plano de ação, com foco na colaboração agrícola, que tem em seu pacote a transferência de tecnologia, inovação, atração de investimentos e promoção comercial entre os dois países.

Este acordo será especialmente importante para o Ceará, que vem apresentando uma aptidão cada vez maior para a produção de itens provenientes do agronegócio. Conforme a Adece (Agência de Desenvolvimento do Ceará), no primeiro semestre deste ano, o somatório das exportações cearenses provenientes de produtos do seu agronegócio, totalizam US$ 143, 4 milhões, o que corresponde a 12,7% do total das mercadorias exportadas pelo nosso Estado. Na vanguarda verificamos as exportações de frutas, que chegaram à casa dos US$ 15 milhões. Importante salientar que este número poderá quadruplicar, pois a safra do melão começou a ser colhida em agosto, que coincide com a temporada de exportações, que a qual estende até janeiro.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), o Nordeste é a região que mais exporta frutas no país, seguida da região sul. Por ordem de volume, as frutas que apresentam maior destaque são: melancia (81,5%), uva (64%), manga (41,63%), abacate (34,50%) e banana (32,28%). A mesma, aponta que o Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo em termos de produção, porém ainda possui muitas condições de aumentar sua área de plantio.

É um momento muito importante para que, as nossas entidades de classe ligadas ao agronegócio cearense, avaliem todos os mecanismos que possuem, para ajudar aos produtores a melhorarem sua produtividade, e assim os apoiar a conseguirem aproveitar ao máximo as oportunidades provenientes deste acordo.

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