20/10/2019 11:50
A ONDA PROMISSORA DAS AGTECHS NO BRASIL

Hoje vamos falar um pouco sobre tecnologia no agronegócio, e como o Brasil vem se preparando para ser o protagonista da mais nova onda do mercado global de tecnologia, as AgTechs.

Inovação é uma palavra presente em quase tudo o que o mundo corporativo vem passando hoje. No Vale do Silício, nos EUA, se concentra um dos maiores berços de inovação tecnológica do mundo. O que sai de lá, logo acaba ganhando propulsão mundial, gerando fortes efeitos na economia global. Porém, vamos pensar a nível de Brasil, qual área hoje, apresenta maior pungência econômica e que apresenta solo fértil para projetos de inovação tecnológica?

Posso dar um passo a frente e responder que seria o Agronegócio, e os motivos são explicados pela própria vocação do nosso país, a qual vem atraindo vários fundos de investimentos e empresa de tecnologia robustas. Esta é a onda das Agtechs. O termo foi criado nos EUA, referindo-se a empresa de tecnologia com foco no agronegócio.

Os EUA já possuem um forte movimento que engloba o setor. Podemos destacar como uma das primeiras operações a chamar a atenção no mercado global, a compra da Climate Corporation pela Monsanto, no ano de 2013, pelo montante de quase US$ 1 bilhão.

Este evento se deu como um marco no avanço do segmento de startups de tecnologia no agronegócio, pois antes, quase nenhum investidor teve ímpeto de apostar no segmento.

No site TechCrunch, há uma reportagem demonstrando que em 2014, o segmento de AgTech circulou investimentos na ordem de US$ 2,36 bilhões, em um total de 264 acordos. Tal valor se mostra superior ao de mercados como o de Fintechs (startups de serviços financeiros), que monta US$ 2,1 bilhões, e de tecnologias limpas, com seus US$ 2 bilhões. Tais números nos fazem realmente pensar que a tendência para as Agtechs é evidente.

No Brasil estamos presenciando um momento de ebulição de Agtechs. Tudo ainda é muito novo para empresários e pesquisadores. Até mesmo o termo ainda é pouco conhecido por aqui. Porém inúmeros negócios no segmento já começam a surgir e gerar interesse no mercado.

Podemos citar vários exemplos de startups bem promissoras no segmento do agronegócio tanto aqui no Brasil como fora. Um dos principais cases a ser observado é o da Bug Agentes Biológicos. Teve destaque como a 33a empresa mais inovadora do mundo, apontada pela revista Fast Company.

O core desta startup brasileira é vender insetos que combatem pragas alvo em grandes plantações como as de cana e soja. Seu nascimento se deu na Esalq, a escola de ciências agrárias e ambientais da Universidade de São Paulo, em Piracicaba.

A EsalqTec, que é a incubadora de Agtechs da universidade no interior de São Paulo, contribuiu para a criação de um verdadeiro bioma de startups de agronegócio ao seu redor, o que vem despontando Piracicaba como a sede brasileira desse movimento.

Imagino que estamos diante do futuro do nosso agronegócio e que, cada vez mais nossas empresas precisam abrir seus horizontes para esse seguimento a fim de melhorar sua qualidade e sua capacidade de permanência no mercado. 

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