06/01/2020 02:39
DIVULGADA A PUBLICAÇÃO DO REGULAMENTO PARA A FABRICAÇÃO ARTESANAL DE DERIVADOS DO LEITE

De suma importância para pequenos e médios produtores, as normas que regulamentam a produção artesanal de leite, e que são necessárias para a concessão do Selo Arte, foram publicadas no dia 30 de dezembro de 2019 do Diário Oficial da União. Sob a instrução normativa 73 do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), fica estabelecido o regulamento técnico de boas práticas agropecuárias destinadas aos produtores rurais que fornecem leite para a fabricação artesanal de alimentos que tenham origem animal.

A importância da liberação do Selo Arte se dá pelo fato, de permitir a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, o que acarretará aos produtores artesanais a possibilidade de ter acesso a mais mercados e assim ter um aumento em suas rendas.

A prescritiva do regulamento estabelece os requisitos higiênico-sanitários mínimos exigidos às propriedades rurais que fornecem leite para a produção de alimentos artesanais.

Algumas das exigências seguem abaixo:

- A propriedade precisará ser certificada como livre de brucelose e tuberculose de acordo com as normas do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), ou controlada para essas doenças por órgão estadual de defesa sanitária animal;

- Os produtores precisarão ter o controle sanitário do rebanho, que inclua a vacinação contra febre aftosa. Atentar para o calendário de vacinação oficial. Tal exigência não se faz para os estados que são livres e que não estejam no calendário de vacinação. Além de precisarem ter controle de mastite e de parasitas;

- Os animais produtores de leite, precisam estar em bom estado clínico e nutricional. Não podem estar no final do período de gestação ou na fase colostral, muito menos apresentarem qualquer sintoma de doença no aparelho genital;

- Os animais não podem apresentar lesões no úbere e tetos, febres, infecções e diarreia. Tais animais também não podem ter sido tratados com substancias que comprometam a saúde humana, e nem ter recebido substâncias estimulantes de lactação.

 

Salientamos que a expansão de mercados também requer alguns cuidados, por parte do produtor, de natureza tributária.

26/12/2019 10:04
PECUÁRIA PUXANDO O CRESCIMENTO DO PIB DO AGRONEGÓCIO

Com um crescimento no acumulado na ordem de 0,21% de janeiro a setembro de 2019 no PIB do agronegócio brasileiro, conforme dados apontados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/ USP em conjunto com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz). A pecuária apresentou uma forte alta de 10,76%, enquanto o agricultura teve um decréscimo de 3,7%.

As pesquisas realizadas pelo Cepea, apontam que a agricultura vem puxando o crescimento do PIB do agronegócio para baixo, muito em função das fortes quedas de preços que ocorreram, mesmo com as safras exemplares das culturas de milho, algodão, laranja, banana e mandioca. As culturas que mais puxaram os preços para baixo foram: algodão, café, mandioca, milho e soja. Os analistas ainda estão apurando o fechamento deste cenário para 2019, o que pode ainda haver uma reversão para crescimento, já que em outubro, houve um aumento considerável nos preços da soja, do milho e do algodão, e em novembro houve um bom aumento nos preços do café.

Na contramão destas oscilações de comportamento de mercado, está a pecuária que teve um acumulo de crescimento em todos os seus segmentos no mesmo período analisado. Fatores externos como a ocorrência da Peste Suína Africana (PSA) nos países Asiáticos e os sucessivos aumentos das importações chinesas, principalmente com foco nas carnes suínas, bovinas e de aves, são pontos que estão pressionando o aumento de preços dentro do nosso país.

Obviamente, se os apontamentos de crescimento do ramo pecuário são expressivos, todos os serviços que os circundam também apresentam crescimento. Daí podemos entender toda a cadeia de abate, de transportes, de comercialização, de armazenagem, e outros.

25/12/2019 03:54
O ÚLTIMO DIA PARA QUE PRODUTORES RURAIS POSSAM ADERIR A DESCONTOS EM OPERAÇÕES DE CRÉDITO É 30 DE DEZEMBRO DE 2019

Todos os produtores rurais que possuem dívidas oriundas de operações de créditos rurais, as quais forem cedidas à União, e que não estiverem inscritas na dívida ativa, podem ter descontos nestas operações, porém precisam recorrer até o dia 30 de dezembro de 2019.

 No mês de setembro, a Advocacia-Geral da União (AGU) fez a regulamentação, através da portaria de no 471/19, sobre os procedimentos conferidos a mutuários, que estejam sob execução, para que obtenham descontos que estejam previstos na Lei no 13.606/18 a fim de liquidarem suas dívidas.

A regulamentação, que segue com aval do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, proporciona isonomia no tratamento da União para com as dívidas de mesma natureza, que estiverem inscritas na Dívida Ativa da União (DAU).

A mesma portaria, também prevê regulamentação para o recálculo do saldo devedor das operações de crédito rural contratadas com o extinto Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC), as quais não inscritas na DAU, e que também estejam sendo objeto de execução pela AGU. Para este último caso, o recálculo, por já ser determinado pela própria lei, independe do pedido do devedor.

Segue, abaixo, a tabela correspondente aos descontos que são aplicados sobre os valores consolidados de cada operação, conforme os termos do artigo 20 da Lei no 13.606/2018:

 

 Fonte: MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

22/12/2019 02:32
CONVÊNIO ENTRE EMBRAPA E BANCO CENTRAL PROPORCIONARÁ AMPLIAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DO ZARC

No dia 11 de dezembro de 2019, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a qual faz parte do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), firmou acordo com o Banco Central que objetiva ampliar e modernizar o Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático) pelo período entre 2020 e 2022.

Este acordo visa além do aprimoramento metodológico, a atualização global do Zarc, bem como a ampliação do zoneamento climático que contempla mais 20 culturas.

O montante do investimento gira em torno de R$ 28,5 milhões para o período citado, os quais sairão da Embrapa e do Banco Central.

Serão beneficiados produtores que hoje são atendidos pelo Proagro, Seguro Rural e do Garantia-Safra. Todos os que usam o zoneamento para serem beneficiados pela cobertura securitária.

Conforme a Embrapa, o convênio permitirá a ampliação de processamento do zoneamento de mais cinco culturas de forma simultânea, além de melhorar a integração e a capacitação de mais equipes da Embrapa, o desenvolvimento técnico das metodologias para zoneamento de algumas culturas, bem como o zoneamento de produtividade. Assim se espera cada vez mais apoio de precisão aos plantios, minimizando os riscos climáticos adversos.

Hoje, vários agentes financeiros colocam como condicionante para a liberação de créditos rurais, as recomendações vindas do Zarc.

Na ocasião, o chefe substituto do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro do Banco Central, José Luis Guerra Silva, enfatizou que serviços com o Zarc, são ferramentas preponderantes para o aprimoramento da produção agrícola em nosso País.

Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, a atualização do Zarc, entra em consonância com o trabalho desenvolvido pelos produtores do Brasil.

Previsões do convênio:

 - Melhor adaptação da capacidade técnica da Embrapa para se estruturar modelos e procedimentos do Zarc;

- Digitalização full dos sistemas de informação e comunicação;

- Atualização dos setups de quantificação de risco e modelagem apropriada para culturas já zoneadas ou adaptação de metodologia para novas culturas e sistemas de produção com diferentes níveis de manejo;

- Atualização das bases de dados meteorológicos utilizados no Zarc;

-  Manutenção e atualizações da versão Android do aplicativo Zarc Plantio Certo e desenvolvimento e disponibilização da versão IOS;

- Criação de um sistema via web para consulta de resultados de Zarc por empreendimento e município em substituição ao modelo atual de publicação de tabelas no Diário Oficial;

- Estruturação de um novo sistema de classificação de solos para o Zoneamento e critérios de enquadramento de áreas/empreendimentos.

Qual o verdadeiro objetivo do Zarc?

É dirimir ao máximo possível, os riscos relacionados a climatologia e apoiar o produtor na identificação da melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

A ferramenta tem como base elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Os produtores agrícolas se obrigam a seguir as indicações do Zarc caso desejem contratar recursos do crédito rural, da agricultura familiar e do seguro rural.

O Zarc foi publicado pela primeira vez na safra de 1996 para o trigo. Hoje contempla os 26 estados e o Distrito Federal, incluindo mais de 40 culturas.

 

 

 

17/11/2019 01:59
BRASIL FECHOU ACORDO PARA EXPORTAR MELÃO PARA A CHINA

Um acordo bilateral entre Brasil e China acaba por viabilizar a nossa exportação de melão para o país asiático, onde o mesmo também conquistou permissão de comercializar pera para o nosso país. Os protocolos sanitários foram firmados em reunião ocorrida entre o Presidente Jair Bolsonaro e Xi Jinping, promovida dentro da XI Cúpula do Brics, iniciada nesta quarta-feira (13) em Brasília.

O acordo para a exportação do melão, se torna um marco simbólico ao passo que vem a ser o primeiro movimento com a China para a exportação de frutas. A base do protocolo poderá impulsionar a fruticultura brasileira, com ênfase para a região Nordeste, a qual tem suas vendas externas hoje direcionadas para a Europa.

No mesmo evento foi firmado um plano de ação, com foco na colaboração agrícola, que tem em seu pacote a transferência de tecnologia, inovação, atração de investimentos e promoção comercial entre os dois países.

Este acordo será especialmente importante para o Ceará, que vem apresentando uma aptidão cada vez maior para a produção de itens provenientes do agronegócio. Conforme a Adece (Agência de Desenvolvimento do Ceará), no primeiro semestre deste ano, o somatório das exportações cearenses provenientes de produtos do seu agronegócio, totalizam US$ 143, 4 milhões, o que corresponde a 12,7% do total das mercadorias exportadas pelo nosso Estado. Na vanguarda verificamos as exportações de frutas, que chegaram à casa dos US$ 15 milhões. Importante salientar que este número poderá quadruplicar, pois a safra do melão começou a ser colhida em agosto, que coincide com a temporada de exportações, que a qual estende até janeiro.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), o Nordeste é a região que mais exporta frutas no país, seguida da região sul. Por ordem de volume, as frutas que apresentam maior destaque são: melancia (81,5%), uva (64%), manga (41,63%), abacate (34,50%) e banana (32,28%). A mesma, aponta que o Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo em termos de produção, porém ainda possui muitas condições de aumentar sua área de plantio.

É um momento muito importante para que, as nossas entidades de classe ligadas ao agronegócio cearense, avaliem todos os mecanismos que possuem, para ajudar aos produtores a melhorarem sua produtividade, e assim os apoiar a conseguirem aproveitar ao máximo as oportunidades provenientes deste acordo.

10/11/2019 12:42
IMPORTANTES OFENSORES QUE AFETAM A BOA GESTÃO AGRÍCOLA DOS PRODUTORES RURAIS

Não é novidade para ninguém, que o consumo de alimentos vem crescendo, e na mesma onda, crescem as exigências por qualidade e produtividade. O produtor rural cada vez mais precisa se preocupar com seu planejamento tanto de plantio, quanto empresarial, pois os obstáculos que enfrenta nem sempre são passíveis de controle pela ação humana.

Informação e conhecimento são armas importantes para que os produtores consigam se preparar para enfrentar esses obstáculos. Vamos abordar agora cinco pontos que caracterizamos como principais ofensores para a gestão das atividades rurais, e assim tentar ajudar ao produtor a se preparar contra possíveis danos:

1 – Intemperes Climáticas

Ponto primário que sempre existiu e que sempre fará parte dos itens de preocupação do produtor rural. A falta de conhecimento prévio das condições climáticas para o plantio acarretará em prejuízo. Mas sabemos que hoje podemos contar com várias tecnologias que tiram o produtor da posição de refém das adversidades climáticas.

2 – Controle de Pragas

Controle da segurança biológica é sem dúvida uma preocupação latente, salientamos que as importações e as exportações são pontos que pressionam mais ainda a necessidade desse controle. Desta forma, os produtores precisam ficar atentos quanto à legislação e ao gerenciamento e controle de pragas em suas plantações. Não podemos esquecer que a busca dos consumidores por uma alimentação mais saudável, exige bem mais cautela no uso dos defensivos agrícolas, obrigando cada vez mais a busca por alternativas orgânicas.

3 – Administração da mão-de-obra

Encontrar mão-de-obra qualificada tem sido uma tarefa cada vez mais difícil para os produtores. Ainda é muito forte a evasão de pessoas do campo para a cidade, a procura de melhores condições de saúde e educação, o que torna mais complicado o desenvolvimento de uma mão-de-obra qualificada para o campo. Trabalhos com operações de máquinas (exigem formação técnica especializada) e outras funções técnicas de campo acabam se tornando entraves por falta de pessoal para tocar. Cada vez mais os produtores vêm enfrentando dificuldades em encontrar profissionais capacitados e disponíveis.

4 – Demanda

A procura por alimentos sofre poucos efeitos perante a crises econômicas, o que configura serem os alimentos bens “inelásticos”. Logo os produtores vivem em uma busca constante por aumento de produtividade para que consigam dar conta da procura.

5 – Concorrência

Os questionamentos constantes que o produtor deve fazer são:

- “Será que o meu produto realmente é o melhor, ou um dos melhores do mercado?”.

- “Qual ou quais devem ser meus diferenciais perante o mercado?”

- “Conseguirei fazer frente à concorrência que me assola?”

Tais questionamento devem ser levados em consideração, para se montar um bom planejamento, e para que o produtor se motive a buscar melhoramentos em sua produção. Só desta forma conseguirá manter sua sobrevivência no mercado.

 

 

 

 

20/10/2019 11:50
A ONDA PROMISSORA DAS AGTECHS NO BRASIL

Hoje vamos falar um pouco sobre tecnologia no agronegócio, e como o Brasil vem se preparando para ser o protagonista da mais nova onda do mercado global de tecnologia, as AgTechs.

Inovação é uma palavra presente em quase tudo o que o mundo corporativo vem passando hoje. No Vale do Silício, nos EUA, se concentra um dos maiores berços de inovação tecnológica do mundo. O que sai de lá, logo acaba ganhando propulsão mundial, gerando fortes efeitos na economia global. Porém, vamos pensar a nível de Brasil, qual área hoje, apresenta maior pungência econômica e que apresenta solo fértil para projetos de inovação tecnológica?

Posso dar um passo a frente e responder que seria o Agronegócio, e os motivos são explicados pela própria vocação do nosso país, a qual vem atraindo vários fundos de investimentos e empresa de tecnologia robustas. Esta é a onda das Agtechs. O termo foi criado nos EUA, referindo-se a empresa de tecnologia com foco no agronegócio.

Os EUA já possuem um forte movimento que engloba o setor. Podemos destacar como uma das primeiras operações a chamar a atenção no mercado global, a compra da Climate Corporation pela Monsanto, no ano de 2013, pelo montante de quase US$ 1 bilhão.

Este evento se deu como um marco no avanço do segmento de startups de tecnologia no agronegócio, pois antes, quase nenhum investidor teve ímpeto de apostar no segmento.

No site TechCrunch, há uma reportagem demonstrando que em 2014, o segmento de AgTech circulou investimentos na ordem de US$ 2,36 bilhões, em um total de 264 acordos. Tal valor se mostra superior ao de mercados como o de Fintechs (startups de serviços financeiros), que monta US$ 2,1 bilhões, e de tecnologias limpas, com seus US$ 2 bilhões. Tais números nos fazem realmente pensar que a tendência para as Agtechs é evidente.

No Brasil estamos presenciando um momento de ebulição de Agtechs. Tudo ainda é muito novo para empresários e pesquisadores. Até mesmo o termo ainda é pouco conhecido por aqui. Porém inúmeros negócios no segmento já começam a surgir e gerar interesse no mercado.

Podemos citar vários exemplos de startups bem promissoras no segmento do agronegócio tanto aqui no Brasil como fora. Um dos principais cases a ser observado é o da Bug Agentes Biológicos. Teve destaque como a 33a empresa mais inovadora do mundo, apontada pela revista Fast Company.

O core desta startup brasileira é vender insetos que combatem pragas alvo em grandes plantações como as de cana e soja. Seu nascimento se deu na Esalq, a escola de ciências agrárias e ambientais da Universidade de São Paulo, em Piracicaba.

A EsalqTec, que é a incubadora de Agtechs da universidade no interior de São Paulo, contribuiu para a criação de um verdadeiro bioma de startups de agronegócio ao seu redor, o que vem despontando Piracicaba como a sede brasileira desse movimento.

Imagino que estamos diante do futuro do nosso agronegócio e que, cada vez mais nossas empresas precisam abrir seus horizontes para esse seguimento a fim de melhorar sua qualidade e sua capacidade de permanência no mercado. 

06/10/2019 10:28
MISSÃO NORDESTE - MAPA SE APROFUNDANDO NA VIDA COTIDIANA DOS PRODUTORES DO NORDESTE
AGROORDESTE

No dia 02 de outubro deste ano, na cidade de Parnaíba (PI), o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) iniciou a “Missão Nordeste”, que tem como foco, o entendimento das técnicas empregadas nas área de fruticultura e pecuária leiteira nas regiões que abrangem os Estados do Piauí, Pernambuco e Bahia, a fim de replicar esses conhecimentos por meio do projeto AgroNordeste, programa lançado no dia primeiro de outubro, pelo Presidente da República Jair Bolsonaro.

A Missão Nordeste é composta pelo secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério, Fernando Camargo; pelo presidente da Embrapa, Celso Moretti; pela diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Mariane Crespolini; pelo diretor de Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas, Orlando Castro; e pelo coordenador de Instrumentos de Agricultura Irrigada, Valdir Juswiak. Já em Parnaíba, a missão contou com a participação do chefe-geral da Embrapa Meio-Norte, Luiz Fernando Leite, e do superintendente do Banco do Nordeste no Piauí, José Expedito Neiva Santos.

A comitiva procura visitar produtores em suas propriedades, a fim de que os mesmos falem de suas necessidades para se manterem no mercado de forma consistente, e também ampliar suas produções. Inúmeros problemas já foram apontados como: infraestrutura, capacitação, insumos, e com uma certa relevância, a questão da energia elétrica, que se constitui como forte entrave de evolução para aqueles que se utilizam de irrigação em suas culturas.

A comitiva já teve contato com áreas de acerola orgânica, banana e produtoras de leite. O desafio é justamente estabelecer ações que permitam tornar os pequenos produtores autossuficientes.

O grupo partiu de Parnaíba, na manhã da quinta-feira, para Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) para a mesma sequência de visitas a produtores.

Vimos esta ação como um forte indício de melhoramentos para nossos produtores nordestinos. E como uma grande valorização das perspectivas produtivas da nossa região.

22/09/2019 01:22
A IMPORTÂNCIA DA PRODUÇÃO DE LEITE PARA A ECONOMIA DO ESTADO DO CEARÁ

A produção animal cearense assume uma considerável importância na economia do nosso Estado. Podemos verificar que atividades relacionadas a pesca e a aquicultura registraram uma forte variação (52,9%), seguida de perto pela produção de ovos (52,6%), assim como a de ovino e caprino, com variação de (43,2%). Os dados apontam um valor real da produção de leite e seus derivados que saltou de R$ 565, 3 milhões, em 2010, para R$ 694 milhões, em 2015, com variação de 22,9%. Vide tabela abaixo:

VALOR DE PRODUÇÃO DAS ATIVIDADES DE PRODUÇÃO ANIMAL – CEARÁ – 2010-2015

 

Os demonstrativos nos apontam que as atividades relacionadas a produção de leite e de seus derivados mantiveram-se praticamente inalterada entre 2010 e 2015, enquanto a bovina acabou perdendo participação saindo de 26,5% em 2010, para 21,9% em 2015.

VALOR DE PRODUÇÃO DAS ATIVIDADES DE PRODUÇÃO ANIMAL – CEARÁ – 2010-2015

O Estado do Ceará possui cerca de 90% do seu território contemplado pelo semiárido, o qual é caracterizado por temperaturas elevadas e elevadas taxas de evapotranspiração, com grande variabilidade espacial e temporal das chuvas. Além de possuir solos rasos e uma estrutura fundiária fragmentada. Apesar de tudo isso, a produção de leite e derivados apresenta papel fundamental na economia local, correspondendo a aproximadamente 10,3% do valor bruto da produção do estado, na mesma linha, acaba gerando muitos empregos, renda e suprimento animal no meio rural.

Podemos avaliar que o avanço do agronegócio do leite no Ceará, vem recebendo influência de diversos fatores que contribuem para aprimorar a sua base de produção, os quais podemos citar: o melhoramento genético dos rebanhos, melhoramento considerável das pastagens, uso sistemático de silagem, maior aprimoramento da sanidade animal, bem como a algumas políticas direcionadas ao setor produtivo e de comercialização. Avançando na linha do melhoramento, podemos destacar também as participações entre produtores com a obtenção e índices zootécnicos a altura das exigências do mercado, ações que vêm contribuindo para a melhora na rentabilidade da atividade.

Todos esses melhoramentos vêm contribuindo para o aumento da produção, mesmo considerando os anos em que a seca assola o estado.

 

PRODUÇÃO DE LEITE (MIL LITROS) - CEARÁ – 1990 – 2016

 

Procurando observar quais Regiões Administrativas no Estado do Ceará, apresentam melhor desempenho, verificamos que o Vale do Jaguaribe tem maior destaque. A mesma apresentou um salto de 2010 para 2016 na quantidade de leite produzida, chegando a mais de 121.028 mil litros.

Na sequência das melhores regiões produtoras encontramos o Sertão Central, chegando a uma produção na ordem de 93,2 mil de litros em 2016. Aponta-se também as regiões do Cariri, Litoral Leste, Sertão de Crateús e Grande Fortaleza com comportamentos parecidos, perfazendo 40 e 50 milhões de litros de leite por ano. O conjunto formado pelas regiões do Sertão de Canindé, Sertão dos Inhamuns, Sertão de Sobral e Litoral Oeste, apontaram produção entre 15 e 28 milhões de litros de leite por ano. Já as regiões do Litoral Leste, Litoral Norte, Maciço de Baturité e Serra da Ibiapaba apresentaram menor desempenho, com uma produção em torno de 10 milhões de litros por ano.

Em resumo, podemos verificar que todas as regiões apresentam um quadro de crescimento na produção leiteira com base nos períodos de 1990 a 2016.

 

PRODUÇÃO DE LEITE (MIL LITROS) – REGIÕES ADMINISTRATIVAS CEARÁ – 1990, 2000, 2010 e 2016

 

Importante termos uma visão por município para conseguirmos mais objetivamente perceber as origens da evolução, por tanto observa-se que Morada Nova apresentou maior produção em 2016, com 23,3 milhões de litros, ocupando 6,1% da produção total do estado. Na sequência aparece Quixeramobim em segundo lugar, com 25,2 milhões de litros, seguido por Jaguaribe com 16,4 milhões de litros e Quixadá com 14,9 milhões de litros.

Muito valido se destacar que o agronegócio do leite e seus derivados, tem forte peso sobre a atividade econômica da produção agropecuária de base família, fazendo fortes reflexos no âmbito social, pois 74,1% dos estabelecimentos agropecuários são formados por pequenos produtores, os quais possuem em média 19 animais.

 

PRODUÇÃO DE LEITE (MIL LITROS) –CEARÁ – 1990, 2000, 2010 e 2016

Tais dados nos demonstram o quão valiosa para nosso estado, é a produção de leite e o quão é representativa para nossa economia. Acreditamos que mais políticas públicas voltadas para o melhoramento do setor, bem como um melhor aprimoramento na qualificação dos produtores para administrarem melhor seus recursos, conseguirão exercer uma forte influência sobre o melhoramento contínuo da atividade leiteira.

       de   2    

AV. DESEMBARGADOR MOREIRA 2565
DIONÍSIO TORRES CEP: 60.170-002
FORTALEZA-CEARÁ | FONE: (85) 3198.8888
CNEWS@GRUPOCIDADECE.COM.BR
SIGA O CNEWS
COMO ANUNCIAR
DESENVOLVIMENTO